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Para Nassim Nicholas Taleb, ambos são exemplos claros de Cisnes Negros: eventos imprevisíveis e impactantes cuja natureza extraordinária está na base de quase tudo o que acontece no mundo, da ascensão das religiões à nossa vida pessoal. Em A lógica do Cisne Negro, um dos maiores especialistas de risco da atualidade propõe o mapeamento e a gestão do desconhecido, do pouco provável,do extremo. Para o autor, a fragilidade do conhecimento e a limitação do aprendizado baseado na observação e na experiência levam o ser humano a se defrontar com situações totalmente inesperadas.
Nesta obra, o leitor aprenderá, com idéias simples, a tirar proveito de Cisnes Negros e ter outra visão de mundo. Seu livro anterior,o best seller Iludido pelo acaso, foi publicado em vinte idiomas.
Taleb vive na maior parte do tempo em Nova York.

Organizada a cada 2 anos pela Câmara Brasileira do Livro, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é considerada um dos maiores eventos mundiais do setor editorial.

Muito mais do que um importante evento comercial, durante 11 dias a BIENAL torna-se palco de inúmeras atrações para editores, livreiros, distribuidores, gestores de bibliotecas, universidades, escolas e ong´s, além de professores, estudantes, autores, agentes literários e outros profissionais do mercado cultural.

Com a presença de expositores nacionais e estrangeiros, e sem perder o objetivo de difundir o livro e o hábito da leitura entre os brasileiros, a Bienal oferece centenas de atividades paralelas. Entre elas, estarão um espaço para debates para professores, espaço para universitários e literários e um salão de idéias. Fora isso, ainda terão as diversas sessões de autógrafos espalhados pelos stands das editoras.

Aproveitando o tema deste blog, tenho ótimas dicas de livros para vocês. Eu li os três há pouco tempo e simplesmente adorei!!!

Os livros são:

– Livro: Amor em Minúscula (Francesc Miralles).

Conta sobre a vida de Samuel, professor de filosofia alemã, 40 anos e com uma vida monótona, até o dia que adota um gato, ou melhor, o gato o adota. Mishima, nome dado ao gato, o leva ao encontro de pessoas que ele nunca pensava em conhecer ou reencontrar, entre elas, uma antiga paixão, Gabrielle.

A partir daí, uma grande aventura começa, com várias de revelações surpreendentes.

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O site para quem quer conhecer o livro, o autor, ou até mesmo ler um trexo do livro é:

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http://www.amoremminuscula.com.br

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– Livro: O Lobo das Planícies (Conn Iggulden).

Recria a saga do imperador mongol Gênsis Khan e de seus descendentes, contando sobre a vida de Temujin, que aos 11 anos perdeu seu pai, o líder da tribo, e, ao ser abandonado, passou a vagar pelas planícies.

Aos poucos, Temujin foi demonstrando grande habilidade com as armas e, ao se juntar com outros excluídos como ele, foi conquistando diversas tribos. Nasce ai um novo imperador.

O site desse livro é:

http://www.record.com.br/olobodasplanicies

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– Livro: Criança 44 (Tom Rob Smith).

O livro gira em torno de uma criança que fora encontrada morta em um trilho de trem, na Rússia em 1953 (época de Stalin). A família acredita que tenha sido assassinato. Ao mesmo tempo, a polícia tenta convencer a família que a morte da criança foi um acidente.

Com o passar dos anos, um agente da polícia se convence de que a morte da criança não foi um pequeno acidente e resolve investigar mais a fundo. Seus superiores ordenam-lhe que ignore tal suspeita, correndo o risco de perder tudo caso não o fizesse, mas algo lhe dizia que havia algo por trás de tudo, desconfiando de existir um psicopata na história. Resolve, então, investigar e perseguir o assassino, jogando tudo para o alto, se tornando um inimigo do Estado.

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Esse livro não possui site, porém é possível ler o primeiro capítulo no site:

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http://www.primeirocapitulorecord.com.br/

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Os três livros são muito diferentes… mas os três muito bons!!!!! Valeu a pena ler!!!

Bjão pessoal!!!

Pesquisa inédita mostra que outros 5,5 exemplares lidos são didáticos

Os estudantes brasileiros lêem 7,2 livros por ano, mas 5,5 deles são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro é lido por vontade e escolha própria. Esses são alguns dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura que o Instituto Pró-Livro divulga hoje em Brasília, obtidos com exclusividade pelo Estado. Foi a primeira vez que os hábitos de leitura dos alunos de todas as idades foram analisados no País.

O resultado condiz com o mau desempenho dos alunos brasileiros em leitura em avaliações internacionais, como o Pisa. No último exame, feito em 2006, mais de 50% ficaram nos mais baixos níveis de compreensão e interpretação de textos.

A quantidade de livros aumenta conforme a classe social, a escolaridade e a região onde vivem. Entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, por exemplo, são 5,3 livros por ano, sem contar os didáticos. O índice é próximo dos registrados em outros países, como Espanha (5 livros por ano) ou Argentina (5,8). Na França, são mais de 7. Já na Região Norte do Brasil, praticamente só se lê o que a escola pede.

Especialistas são unânimes em salientar a importância do livro didático para incentivar a leitura entre estudantes. Mas acreditam que menos de dois livros por ano é uma média baixa. Mesmo com essa média baixa, os estudantes ainda lêem mais do que a população em geral, cujos dados serão divulgados hoje.

“Um bom trecho literário num livro didático leva o aluno a procurar o livro todo, a buscar o autor”, diz a educadora e especialista em leitura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria Antonieta Cunha.

Para o coordenador da pesquisa, Galeno Amorim, isso mostra a importância dos programas de distribuição de livros didáticos do governo, que existem desde os anos 90. O Ministério da Educação compra exemplares – didáticos e de literatura, para as bibliotecas – para todas as escolas do País.

Apesar disso, 46% dos estudantes do País dizem não freqüentar bibliotecas. “Muitas vezes as escolas têm os acervos enviados pelo governo, mas não montam a biblioteca por falta de funcionário, de espaço. Existe também essa dificuldade de acesso físico ao livro”, completa a pesquisadora do Instituto Fernand Braudel, Patrícia Guedes, que coordena um programa que estimula a leitura nas escolas públicas.

Ela conta que, muitas vezes, o estudante afirma não gostar de ler “porque não teve alguém que despertasse essa paixão nele”. “Não há políticas públicas nesse sentido, só práticas isoladas de alguns professores”, afirma. Na pesquisa, 17% afirmaram não gostar de ler.

TV, música, sair com amigos e descansar são itens que vêm antes da leitura na preferência dos estudantes para ocupar o tempo livre. “Eles não percebem que o livro, assim como a TV e o cinema, também relaxa. A leitura é vista como uma obrigação”, diz Maria Antonieta.

As gêmeas Camila e Bianca Silva de Moura, de 9 anos, são exemplos de que há exceções. “Ler é muito mais legal do que ver TV, do que mexer no computador”, diz Bianca, que contabiliza “uns 50 livros” lidos desde que foi alfabetizada.

As duas moram no Itaim Paulista, estudam em escola pública e seus pais nem sequer terminaram o ensino médio. A mãe, Laura, sempre incentivou a leitura, trocando livros com os vizinhos e emprestando exemplares da escola. Nesse ponto, a família Silva entra nas estatísticas: 62% dos estudantes dizem que a mãe é uma das pessoas que mais os influenciam a ler.

“O último livro que li foi na 5ª série”, diz o estudante do ensino médio Leonardo Matsumura, de 16 anos. Ele conta que, quando os professores solicitam a leitura de um livro, ele procura resumos na internet. Na pesquisa, 8% dos estudantes dizem ler com freqüência na internet.

O Instituto Pró-Livro é uma entidade fundada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros). “Os índices vêm melhorando, mas ainda são insuficientes”, diz o presidente da Abrelivros e do instituto, Jorge Yunes.

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Machado, Rosa e o Brasil

Exposição dedicada a Gilberto Freyre em SP segue até o dia 18 de maio

Manifesto surrealista de André Breton vai a leilão em Paris

Um pouco mais de Chico. Budapeste

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Neste ano, além dos 200 anos da vinda da Corte portuguesa, o Brasil comemora duas datas muito mais satisfatórias: 100 anos da morte de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) e 100 anos do nascimento de João Guimarães Rosa (1908-1967). São nossos dois maiores escritores, ou formulemos assim: Machado é o maior escritor brasileiro do século XIX e Rosa é o maior escritor brasileiro do século XX. O século XXI ainda não viu o equivalente de Machado e Rosa.

É muito fácil, no entanto, discorrer sobre como Machado e Rosa são diferentes. Machado é urbano, intimista e irônico; Rosa, sertanejo, mítico e metafísico. Machado talvez não gostasse do estilo cheio de palavras difíceis e pontuações heterodoxas de Rosa. Rosa se queixou da “afetação” de Machado, embora em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras – co-fundada por Machado, que foi seu primeiro presidente – tenha cumprimentado o “ver claro e quieto” do autor de Dom Casmurro e embora sua própria literatura não deixe de ter “afetação”.

O mais importante é parar e examinar o quanto há em comum entre eles, afora sua posição no cânone literário nacional. Chamo atenção para duas coisas. Primeiro, ambos são artistas-pensadores, tanto que não diziam fazer “romance” no sentido tradicional, “romance de costumes”, e sim “romance de análise” (Machado) e “contos filosóficos” (Rosa). Não estavam interessados apenas em narrar uma historinha superficial, mas em revelar correntes profundas, universais, do comportamento humano. Não temo afirmar que, nesta terra de escassos pensadores, e com a licença de Pelé e Tom Jobim, Machado e Rosa foram nossos dois únicos gênios.

Segundo, ambos são artistas-pensadores que se dedicaram a pensar o Brasil. Não para lhe dar uma “identidade” ou “síntese”. Sempre rejeitaram esse conceito essencialista de que a arte deve resumir uma cultura nacional. Mas pensaram o Brasil porque mergulharam nos microcosmos em que cresceram e viram neles toda sua riqueza de implicações. Machado, que dizia que o “instinto de nacionalidade” é um “certo sentimento íntimo”, escreveu sobre a transição de mentalidades envolvida na troca da monarquia pela república, criticando o fato de que grupos de poder se alternam sem que a estrutura mude. Rosa, que dizia que a “brasilidade” é “indefinível”, escreveu sobre um país à margem da civilização, iletrado, que oscila entre o arcaico e o moderno. Ambos admiravam os “bons instintos” (Machado) do brasileiro, mas criticaram o atraso do país, muitas vezes justificado como preservação desses bons instintos.

Eruditos, leitores da Bíblia e de toda a literatura universal, criadores de linguagem que trouxeram experimentos inéditos para a prosa brasileira, preocupados sobretudo com as dualidades da vida, eles examinaram a alma difusa dos indivíduos em geral e dos brasileiros em particular. Não por acaso, escreveram com conto de mesmo nome, O Espelho, em que os personagens procuram por sua figura e jamais a vêem nítida… Tomara que o Brasil utilize as efemérides para se enxergar mais profundamente nesses dois grandes espelhos literários.

 

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Exposição dedicada a Gilberto Freyre em SP segue até o dia 18 de maio

Manifesto surrealista de André Breton vai a leilão em Paris

Um pouco mais de Chico. Budapeste

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😉

O Museu da Língua Portuguesa prorrogou até 18 de maio de 2008 a exposição “Gilberto Freyre – Intérprete do Brasil”, com quadros, documentos e objetos do sociólogo e antropólogo autor de “Casa Grande e Senzala”, morto há 20 anos.

Composta por objetos pessoais, quadros e registros históricos do desenvolvimento de sua obra, a mostra expõe correspondências que o escritor manteve com artistas como Cândido Portinari, Heitor Villa-Lobos e Carlos Drummond de Andrade.

“Intérprete do Brasil” também reúne material de pesquisa usado por Freyre para escrever “Casa Grande e Senzala, livro que retrata a formação do Brasil com base na miscigenação dos povos.

 

 “Gilberto Freyre – Intérprete do Brasil”
Quando:
Até 18 de maio de 2008, de terça a domingo, das 10h às 18h
Onde: Museu da Língua Portuguesa, Praça da Luz, s/nº, Centro – São Paulo – SP
Tel.: (0/xx/11) 3326-0775
Quanto: R$ 4,00

 

André Breton em sua juventude

 

 

PARIS (Reuters) – O único original conhecido do “Manifeste du Surréalisme” escrito por André Breton será colocado à venda neste mês, disse a casa de leilões Sotheby’s nesta terça-feira (6).O movimento surrealista — que gerou, por exemplo, os famosos relógios moles de Salvador Dalí — teve uma profunda influência sobre a arte do século 20, envolvendo artistas como Marcel Duchamp e René Magritte.

O manifesto surrealista foi redigido como prefácio a uma coleção da “escrita automática”, uma técnica em que o escritor deveria colocar na página tudo o que lhe vinha à cabeça, sem se importar com a forma ou o sentido. Mas o texto acabou sendo um dos escritores que definiram o movimento que veio a ser conhecido como surrealista.

A Sotheby’s disse que se trata “sem contestação do documento mais pródigo” dentro de uma coleção de nove manuscritos de Breton (1896-1966) que serão leiloados. Os escritos faziam parte da coleção de Simone Collinet, primeira esposa do escritor.

A casa pretende vender os textos num só bloco, mas só o manifesto deve valer entre 300 mil e 500 mil euros (US$ 464,6 mil a 774,4 mil).

O leilão também vai oferecer outros manuscritos importantes, como um conjunto de obras inéditas da escritora feminista Simone de Beauvoir — o que inclui seu primeiro romance, inacabado. O leilão está marcado para o dia 21 de maio, em Paris. (Reportagem de James Mackenzie)

 

 

 

 

Salvador Dali

 

 

 Duchamp

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Um pouco mais de Chico. Budapeste

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Chico Buarque lê ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’

Os livros que não lemos – por Umberto Eco

 

 

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